Sexta-feira, Outubro 27, 2006

Sexta-feira, Outubro 13, 2006

QUEM É O MAIOR PORTUGUÊS DE SEMPRE? 2

Aqui ficam as primeiras sugestões:
Afonso
Costa
«Foi o grande obreiro da
separação entre
o Estado e a
Igreja»
Afonso de Albuquerque
«É a figura mais emblemática
da expansão portuguesa no
Oriente:
afirmou Portugal como
a grande potência asiática.»

Alexandre Herculano

«Um dos grandes escritores da geração romântica, jornalista, poeta e historiador. Alexandre Herculano introduziu o romance histórico no País e escreveu “História de Portugal” em quatro volumes. Destacou-se ainda na política, com opiniões extremas e radicais. Lutou contra o desfile dos corruptos - foi um homem com forte intervenção social e um defensor do liberalismo.»
Carlos Paredes

«É o maior guitarrista português
de todos os tempos e
um símbolo ímpar
da cultura nacional.»
D. Afonso Henriques

«Foi o primeiro rei de Portugal,
um dos Estados mais antigos da Europa.
Definiu, através de várias conquistas,
praticamente o território que é hoje Portugal.»




Pedro Hispano

«Pedro Julião, ou Pedro Hispano Portucalense, ficou conhecido para a História como João XXI, o único papa português. Foi o mais conceituado dos dialécticos da Idade Média.»

Little Homo-Interview 7


O Caderninho de Bolso está a publicar uma série de entrevistas acerca da homossexualidade. As pessoas convidadas são de faixas sociais distintas e as perguntas serão sempre as mesmas. O convidado de hoje é Tiago Videira, 27 anos, musicólogo, professor e jornalista.

1. Normalidade implica uma norma. Apesar de a nossa sociedade ter comportamentos, estirpes, aspectos sociais, etc, maioritários que se definem como sendo a norma, tudo o resto não significa que esteja errado ou seja sequer maligno. Homossexualidade não está claramente dentro da norma da maioria dos indivíduos, no entanto muitas outras coisas também não estão. Portanto nesse sentido prático não é normal um indivíduo ser homossexual (não é o mais esperado), tal como não é normal um indivíduo ser cego, ter um QI de 140%, ser albino, ou ser capaz de tocar as sonatas todas do Beethoven de cor. É apenas uma característica intrínseca, que por si só não deveria aquecer nem arrefecer.

2. O amor é um sentimento muito bonito e deve poder ser expresso livremente por todas as pessoas. E um beijo é uma maneira socialmente aceite de expressão, pelo que deve ser irrelevante o sexo dos intervenientes.

3. [Adopção] É sempre melhor um lar onde há amor para dar do que uma instituição fria e dispersa. Se for um casal estável a poder dar esse amor melhor. Mas também poderá ser um progenitor só. No entanto eu continuo a lembrar que os gays não são inférteis pelo que não se deveria por logo a hipótese de adopção quando possível filhos biológicos. Claro que o modelo de família não seria o tradicional, mas esse já está ultrapassado de qualquer maneira.

4. [Bissexualidade] Há. Acredito que a sexualidade é todo um espectro e que há indivíduos profundamente heteros, outros profundamente homo e outros que vagueiam pelo meio da escala. E que nada é definitivo. Os seres humanos apaixonam-se por outros, independentemente do sexo. No final é possível estabelecer um padrão ou uma tendência.

5. Todo o ser humano deve aceitar o outro e respeitá-lo. Se é nosso filho, então mais ainda, temos a responsabilidade e o dever de o educar da melhor maneira, dando-lhe muito amor e atenção, respeitando-o como ele é.

6. É uma opção determinada por um conjunto de factores externos e internos não-conscientes. As teorias evolutivas e do ser apontam no sentido que qualquer ser se adapta ao meio procurando as melhores estratégias de sobrevivência e por muito paradoxal que possa parecer, a homossexualidade nos indivíduos que o são, por qualquer motivo que não é visível a olho nú (teria de se percorrer caso a caso), é a melhor maneira que aquele ser encontrou para existir. Pode ser no plano físico, mas esmagadoramente no plano psicológico. Seja por uma contra identificação com modelos vigentes (uma forma de autonomia e de evitar a morte psicológica), seja por questões de afirmação de identidade, o indivíduo de forma natural e NÃO-consciente, e normalmente, muito cedo (noutros casos só na adolescência), escolhe ser assim como forma de sobrevivência. Essa orientação permanecerá enquanto for a melhor opção (e tendencialmente chegada à idade adulta, torna-se definitiva).

7. A minha liberdade termina onde começa a dos outros.

Segunda-feira, Outubro 09, 2006

QUEM É O MAIOR PORTUGUÊS DE SEMPRE?


«Tudo começa com uma simples pergunta: "Quem é o maior Português de sempre?". Este é o desafio que a RTP coloca aos portugueses e que vai permitir que, com a sua votação, seja eleito o maior português de sempre. Dia 1 de Outubro de 2006, a RTP lançou o programa "OS GRANDES PORTUGUESES". Durante as próximas quatro semanas – até ao dia 31 de Outubro – você vai poder votar no português que considere ter sido o maior de todos os tempos. Porquê votar só amanhã… se já pode votar hoje?! Fique a saber como pode votar e depois nomeie o seu favorito. Tem toda a liberdade de nomear quem quiser.» in RTP
Foi ao ler isto que me entusiasmei. Comecei logo a ver a lista de sugestões dada no site da RTP. Surgiu-me então a ideia de publicar aqui no blog algumas dAS MINHAS SUGESTÕES para o melhor português de sempre e porquê. Vou alternar a publicação com a do questionário que estou a apresentar aqui no blog sobre a homossexualidade.

Little Homo-Interview 6


O Caderninho de Bolso está a publicar uma série de entrevistas acerca da homossexualidade. As pessoas convidadas são de faixas sociais distintas e as perguntas serão sempre as mesmas. O convidado de hoje é Paulo Jalles, 20 anos, operador de call center.


Homossexualidade e normalidade

Ser homossexual, na minha opinião, é tão normal quanto ser heterossexual. É uma coisa que não se escolhe, assim como nascer com os olhos azuis/verdes/castanhos, cabelos loiros/ pretos/ruivos/castanhos, etc..


Assistir a um beijo gay

Não me faz confusão alguma. No entanto, se for exagerado, mete-me impressão, quer seja um casal homossexual, quer seja um casal heterossexual.

Adopção de crianças por casais Homossexuais

Não tenho uma opinião formada a 100%, no entanto estou mais para o lado do "não concordo".

Há bissexualidade?

Na minha opinião, existe. Se existe pessoas heterossexuais, homossexuais, porque não poderia haver pessoas a gostarem dos dois sexos?

Ter um(a) filho(a) “homossexual / bissexual / transsexual

Não iria gostar, mas aceitaria. São pessoas normais como tantas outras, e não deixaria de o amar apenas por isso.

A Homossexualidade é uma opção?

Parece-me obvio que não. Se assim o fosse, qualquer homossexual escolheria ser heterosexual

Defina liberdade

Fazer o que me apetecer, desde que respeite os outros

Sábado, Outubro 07, 2006

Little Homo-Interview 5


O Caderninho de Bolso está a publicar uma série de entrevistas acerca da homossexualidade. As pessoas convidadas são de faixas sociais distintas e as perguntas serão sempre as mesmas. O convidado de hoje é Manel, aluno de física.

A homossexualidade não é normal no sentido estatístico do termo, porque a maioria da população é heterossexual. Pensando na carga negativa que se atribui às coisas que não são normais, com isso já não concordo.

Não tenho objecção nenhuma a assistir a um beijo gay, a não ser que fique com inveja e ciúmes de algum dos participantes. Para a maioria das pessoas, contudo, parece-me que a atitude não será tão neutra, porque é um acto que choca com a educação convencional e com a ideologia religiosa e social conservadora.

Em relação à adopção de crianças por casais homossexuais, considerando a família assim formada apenas não vejo razões para que tal não possa suceder, uma vez que considero que o importante é a capacidade de dar à criança todo o afecto e carinho de que ela necessite, e uma educação e acompanhamento adequados ao seu crescimento e desenvolvimento. Contudo, na sociedade em que vivemos, não é uma coisa que seja de fácil implementação, porque a criança ficaria sujeita a muitas pressões e sentir-se-ia confusa, quando os colegas da escola a confrontassem com a visão do mundo que os pais lhe transmitiram, uma família de pai e mãe, e os preconceitos em relação à homossexualidade.

Da minha rede social sei que há bissexualidade genuína, mas a maioria das pessoas que se declaram bissexuais acabam por fazê-lo como forma de transitarem de uma posição heterossexual que assumiram por pressões sociais para a homossexualidade.

Eu se tivesse um filho LGBT não ia ficar desiludido nem desapontado, porque encaro as diversas formas de viver a sexualidade como naturais (naturais mesmo no sentido de proveniente da Natureza, porque embora a heterossexualidade seja dominante no reino animal todas as outras formas de sexualidade de manifestam, o que é geralmente ignorado ou menosprezado).

A homossexualidade não me parece uma opção, porque ninguém iria em consciência tomar uma opção que saiba que só lhe vai trazer complicações na sociedade em que vivemos, se puder ter uma relação heterossexual sem todos esses inconvenientes. Não sei se será de origem apenas ou também genética, porque não estou informado em relação a isso, embora acredite que seja a componente mais importante, e não o encaro como doença genética, mas como característica, como a cor dos olhos ou a forma do rosto. Também penso que o meio em que a pessoa vive e cresce deve influenciar a forma de sexualidade manifestada, mas a um nível subconsciente.

Liberdade é agir de acordo com a vontade própria, sem que essas acções prejudiquem os outros na sua liberdade.

Segunda-feira, Outubro 02, 2006

Little Homo-Interview 4


O Caderninho de Bolso está a publicar uma série de entrevistas acerca da homossexualidade. As pessoas convidadas são de faixas sociais distintas e as perguntas serão sempre as mesmas. A convidade de hoje é Tânia Rodrigues de 22 anos, empregada comercial.

«Em relaçao à primeira... a homossexualidade para muitos ainda é considerada uma anormalidade! Conheço várias pessoas, de várias faixas etarias que pensam dessa forma!! Nao consigo considerar 2 pessoas que se amam ou se sintam atraidos anormais, tal como não me considero a mim, que sou hetero, uma pessoa normal!!

Assistir a um beijo gay... nunca assisti a um beijo gay, a não ser os beijos que dou a uma amiga de infância... mas penso que não me faria confusão!!

A adopção por parte de homossexuais não me preocupa pela forma como essas crianças vão ser educadas, nem tenho duvidas de que serão amadas como por um casal hetero... acho que a única situaçao complexa seria a infância e na forma como essas crianças seriam vistas pelos outros!! Nao há duvidas de como a sociedade de hoje é, nem há duvidas de que as crianças estam cada vez mais más!!!

Acredito na bissexualidade!! Acho que há pessoas que gostam de ambos os sexos! Tal como existem heteros e homossexuais.

Não faço a minima ideia de como reagiria a ter um filho nessa situação!! Penso que só passando por isso saberia!! Mas não acredito de forma alguma que renegasse o meu filho/filha por isso!!!

Não considero homossexualidade opção!! Não se escolhe quem se ama... Ama-se e pronto...

Acho que não é possivel definir liberdade correctamente!!
A nossa liberdade acaba onde a liberdade dos outros começa, sempre ouvi dizer!! Antes de tudo devemos ser nos mesmos e aceitar os outros como eles são... isso ja é uma forma de liberdade, sermos nos mesmos...»