Quarta-feira, Julho 18, 2007

To be



A long long time ago, I decided to be myself.

Eu sou aquilo que conseguir realizar. Nem tempo, nem espaço, nem a força da natureza me impedirá. Talvez os homens o façam. Provavelmente o estejam já a fazer e sejam essas correntes que me impedem deslexicamente de pronunciar as palavras que o meu coração profere.

Onde estamos? - pergunto.

Em nós, resiste apenas o ar que respiramos, ainda que poluído. Não há humanidade, liberdade ou igualdade.

Questiono. Questiono aos céus, à terra e aos oceanos - Para quando o fim dos tempos? Não deverá faltar muito. Sente-se no ar a perdição. Aquela perdição a que outros já se referiram.

Porque sinto a transpiração dos acontecimentos? - a tristeza no olhar, a inquietude, a melancolia, o fado e a desilusão.

Recupero hoje em mim uma parte adormecida - o fundo de meu Ser, o meu chão. Abandonado na flutuação atordoada da luta pela vida. Retomo a minha escrita, dou-lhe um novo rumo. O rumo da verdade. O rumo que me impede de esconder perante mim quem sou, o que sou, e que serei.

Fiquei durante muito tempo parado. Demasiado. Por pouco me ia afogando nesta estranha forma de vida. Agora, hoje, vou partir.

A viagem para o outro lado de mim começa agora.

1 comentários:

AmorPerfeito disse...

profundo este texto. pergunto-me: que outro lado de ti será esse?

beijinhos grandes maninho***