Corrói-me o que te sorri. Transborda esses teus olhos tortos. Inunda-te da tua vã-idade. Porque ter, na verdade não tens, o que tenho.
De-testo-te!
Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta.
Por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.
Sophia de Mello Breyner
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