
Tenho cordas. Correntes, ou cordas, que não me permitem esticar. Atão-me'm mim. Prendem-me ao meu chão.
Queria poder, conseguir e atingir o estado de um libertário maior, para que eu-o fosse.
Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta.
Por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.
Sophia de Mello Breyner
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