
Tenho cordas. Correntes, ou cordas, que não me permitem esticar. Atão-me'm mim. Prendem-me ao meu chão.
Queria poder, conseguir e atingir o estado de um libertário maior, para que eu-o fosse.
Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta.
Por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.
Sophia de Mello Breyner
Começa agora uma nova etapa em mim, que tenho tentado adiar. Mas antes tenho de deixar que as feridas se rasguem. Que as lágrimas escorram o sangue da minha dor, para que possa finalmente curar-me.